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VALPARAÍSO EM FOCO
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O hospital custou milhões aos cofres públicos e depois de longos 13 anos de espera ainda não foi posto em funcionamento porque a prefeita Lêda Borges eleita em 2008, não aceitou inaugurar o hospital, a exemplo da cidade de Santa Helena de Goiás a 200 quilômetros da capital, onde uma unidade foi inaugurada com festa, “pronta para funcionar”, como bradou na comemoração o ex-governador Alcides Rodrigues (PP), mas até hoje ninguém foi atendido por falta de equipamentos e pessoal.
O secretário de Saúde, Francisco Carvalho, alega que quando assumiu a Secretaria encontrou muitas irregularidades de administrações anteriores e “erros grosseiros” relativos à documentação da obra e a contratação do pessoal, por estes motivos e outros é que o hospital ainda não foi inaugurado conforme a sua previsão anterior há um ano. Afirma ainda que pretende inaugurar o hospital para realizar um atendimento de qualidade, e isso só foi possível graças a parceria da gestão da prefeita Lêda com o Governador Marconi Perillo que definitivamente acabou com esta novela Mexicana.
Leda afirma que para ela a entrega deste hospital ao município representa muito mais que uma obra, mas um compromisso com a cidade em realizar o maior sonho dos munícipes, colocar a unidade de saúde em pleno funcionamento prestando um serviço de qualidade e de forma definitiva, contrária a proposta do ex governador que queria inaugurá-lo por interesses políticos pra depois fechar as portas.
O desperdício de dinheiro não foi e não é exclusividade do estado de Goiás como insistentemente afirma a TV Record através de sua política sensacionalista, mas pipocou pelo Brasil inteiro. Em Teresina, por exemplo, o Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí, pago pelo Ministério da Educação, está sendo construído há mais de 20 anos, mas a obra continua incompleta e inacessível até mesmo aos estudantes. Nem o Ministério Público sabe quanto já se gastou por lá.
Uma auditoria feita recentemente pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) também apresenta um caos no sistema de saúde pública da capital federal e chegou a uma conclusão que é bastante óbvia para os usuários: um conjunto de falhas que se estendem da infraestrutura precária até a falta crônica de medicamentos
Os números apurados pela auditoria foram fornecidos por 88 das 115 unidades de atendimento de saúde do Distrito Federal. O primeiro ponto observado pelo TCDF são as restrições impostas à população, por motivos diversos, para que seja cumprido o artigo 196 da Constituição Federal, que garante o acesso universal e igualitário à saúde. O grande inimigo do paciente é a dificuldade em conseguir vaga para ser atendido em postos e centros de saúde. Um exemplo são os números registrados em novembro de 2007: 34% dos usuários que buscaram atendimento em 70% das unidades de saúde não conseguiram uma consulta.
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