Ex-funcionário do instituto que administrava o fundo dos servidores do município goiano - o Ipasval - é acusado de provocar um rombo de R$ 1 milhão nas contas da entidade, entre janeiro de 2009 e setembro de 2010. "Ele teria usado parentes como "laranjas"
Um homem acusado de desviar R$ 1.023.000 do Instituto de Previdência e Assistência Social dos Servidores Municipais de Valparaíso de Goiás (Ipasval) foi preso na última quarta-feira, na casa da sogra, em Bacabal (MA), cidade localizada a 250 quilômetros de São Luís. Rogério Silva Teixeira, 28 anos, era o responsável pela folha de pagamento dos beneficiários e estava foragido desde setembro de 2010, período em que auditores da instituição detectaram o rombo nos registros contábeis.
Segundo o chefe da 2ª Delegacia de Polícia de Valparaíso, Marcelo Maud, as investigações começaram após a divulgação da análise de contas do Ipasval, que identificou irregularidades no pagamento aos pensionistas. Maud explicou que Teixeira supostamente prolongava o pagamento de benefícios, como a licença-maternidade, e desviava o dinheiro para a conta bancária de cinco familiares ou pessoas ligadas a eles. Entre os comparsas, estariam a mãe, a irmã, o cunhado, a esposa e a empregada da irmã.
Os desvios eram oriundos de uma folha de pagamento mensal de R$ 200 mil e duraram 20 meses, segundo os investigadores. A fraude foi identificada pela auditoria em janeiro de 2009 e só foi interrompida em setembro do ano passado. “Durante o período de licença, uma pessoa recebia normalmente o dinheiro do instituto. Quando a prefeitura voltava a arcar com a despesa, Rogério agia e continuava o pagamento para a conta de um parente”, afirmou o delegado.
Teixeira fugiu para Bacabal com ajuda da esposa, Maria Joceane Rego dos Santos, 26 anos, após entregar aos auditores documentos referentes ao setor no qual trabalhava. Os dois foram encontrados sete meses depois da fuga por meio de uma operação conjunta entre a Polícia Civil de Valparaíso e a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão. Maria Joceane permanece em São Luís, pois estava grávida no dia em que foi localizada. A criança já nasceu e, só depois que a mulher tiver condições de viajar, elas serão transferidas para Valparaíso.
O acusado responderá pelos crimes de peculato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Se condenado, ele pode pegar até 10 anos de prisão em cada caso. De acordo com o delegado Marcelo Mauad, Maria Joceane responderá como cúmplice. “Ela se beneficiou do crime, gastando o dinheiro roubado. Além de ter ajudado o marido a fugir”, explicou o delegado.
Bloqueio
A advogada do Ipasval, Márcia Aparecida Teixeira, esclareceu que os bens do casal foram resgatados. Carros e joias acabaram apreendidos e as contas bancárias dos envolvidos estão bloqueadas. Além disso, uma notificação foi encaminhada aos cartórios do país com a intenção de descobrir se houve imóveis adquiridos pelos acusados. A advogada também acredita que o esquema pode ter começado há mais tempo. “O acusado estava no cargo desde 2008 e há fortes indícios de que os desvios ocorrem desde a gestão anterior. Esperamos ressarcir o instituto o mais rápido possível”, disse.
O superintendente do Ipasval, Ayres Lopes, destacou que os servidores de Valparaíso não precisam se preocupar, pois os R$ 30 milhões que compõem o patrimônio do fundo de previdência da instituição não foram roubados. “Não há prejuízo para os servidores. O dinheiro do fundo não foi atingido. Vamos trabalhar para que os recursos desviados voltem para o caixa o quanto antes”, ressaltou.
O desvio na instituição foi verificado durante uma auditoria de rotina. As contas dos suspeitos estão sendo rastreadas para saber como o dinheiro foi gasto e se existem outros envolvidos. Além do casal, a Justiça determinou a prisão dos outros quatro envolvidos. Eles chegaram a ser detidos, mas foram soltos, também por decisão judicial.
Segundo o chefe da 2ª Delegacia de Polícia de Valparaíso, Marcelo Maud, as investigações começaram após a divulgação da análise de contas do Ipasval, que identificou irregularidades no pagamento aos pensionistas. Maud explicou que Teixeira supostamente prolongava o pagamento de benefícios, como a licença-maternidade, e desviava o dinheiro para a conta bancária de cinco familiares ou pessoas ligadas a eles. Entre os comparsas, estariam a mãe, a irmã, o cunhado, a esposa e a empregada da irmã.
Os desvios eram oriundos de uma folha de pagamento mensal de R$ 200 mil e duraram 20 meses, segundo os investigadores. A fraude foi identificada pela auditoria em janeiro de 2009 e só foi interrompida em setembro do ano passado. “Durante o período de licença, uma pessoa recebia normalmente o dinheiro do instituto. Quando a prefeitura voltava a arcar com a despesa, Rogério agia e continuava o pagamento para a conta de um parente”, afirmou o delegado.
Teixeira fugiu para Bacabal com ajuda da esposa, Maria Joceane Rego dos Santos, 26 anos, após entregar aos auditores documentos referentes ao setor no qual trabalhava. Os dois foram encontrados sete meses depois da fuga por meio de uma operação conjunta entre a Polícia Civil de Valparaíso e a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão. Maria Joceane permanece em São Luís, pois estava grávida no dia em que foi localizada. A criança já nasceu e, só depois que a mulher tiver condições de viajar, elas serão transferidas para Valparaíso.
O acusado responderá pelos crimes de peculato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Se condenado, ele pode pegar até 10 anos de prisão em cada caso. De acordo com o delegado Marcelo Mauad, Maria Joceane responderá como cúmplice. “Ela se beneficiou do crime, gastando o dinheiro roubado. Além de ter ajudado o marido a fugir”, explicou o delegado.
Bloqueio
A advogada do Ipasval, Márcia Aparecida Teixeira, esclareceu que os bens do casal foram resgatados. Carros e joias acabaram apreendidos e as contas bancárias dos envolvidos estão bloqueadas. Além disso, uma notificação foi encaminhada aos cartórios do país com a intenção de descobrir se houve imóveis adquiridos pelos acusados. A advogada também acredita que o esquema pode ter começado há mais tempo. “O acusado estava no cargo desde 2008 e há fortes indícios de que os desvios ocorrem desde a gestão anterior. Esperamos ressarcir o instituto o mais rápido possível”, disse.
O superintendente do Ipasval, Ayres Lopes, destacou que os servidores de Valparaíso não precisam se preocupar, pois os R$ 30 milhões que compõem o patrimônio do fundo de previdência da instituição não foram roubados. “Não há prejuízo para os servidores. O dinheiro do fundo não foi atingido. Vamos trabalhar para que os recursos desviados voltem para o caixa o quanto antes”, ressaltou.
O desvio na instituição foi verificado durante uma auditoria de rotina. As contas dos suspeitos estão sendo rastreadas para saber como o dinheiro foi gasto e se existem outros envolvidos. Além do casal, a Justiça determinou a prisão dos outros quatro envolvidos. Eles chegaram a ser detidos, mas foram soltos, também por decisão judicial.
O municipio de Valparaiso agradece o excelente trabalho da Policia Civil do Estado de Goias e do Maranhão, em nome do Dr Marcelo Mauad da segunda delegacia de Policia que demonstrou eficiência nas investigações com o objetivo e o propósito de resgatar o dinheiro e a dignidade da instituição.
Hélio Porto Júnior

VALPARAÍSO EM FOCO

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